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Oportunidade para o EDI realmente funcionar no TRC - por Anírio
Oliveira Neto :..
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Aqueles
que vivem o dia-a-dia da administração das transportadoras
sabem que o EDI que temos atualmente possui muitas falhas, em alguns
casos ele deixou de ser um benefício para virar um custo
ou apenas cumprir com a exigência do cliente. A maioria das
empresas não utiliza todos os recursos que esta importante
tecnologia pode trazer. Os motivos são vários. |
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Atualmente
os gestores de TI estão acostumados a adaptarem seus sistemas
a todo e qualquer tipo de processo que algum cliente crie. Muitas
vezes sem reclamar, sem tentar colocar algum padrão já
existente ou às vezes por imposição do próprio
cliente. Com todo o know-how que o TRC adquiriu nos últimos
anos esta falta de padronização acaba gerando uma
infinidade de processos que só atrapalham o dia a dia das
organizações. |
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Outro
fator é que a maioria dos processos é incompleta.
Não atendem a 100% das necessidades, fazendo com que mesmo
recebendo informações eletronicamente, tenhamos que
criar processos manuais para completá-lo. Isto é compreensível
e natural devido à evolução dos processos e
da voracidade de informações que os sistemas atuais
inteligentes necessitam. Mas é necessário que alguém,
alguma empresa ou entidade se responsabilize pela atualização
dos padrões, voltando-os para as novas necessidades. |
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A
falta de automação também colabora para a
má administração e elevação
dos custos, pois é comum o tráfego de informações
repetidas, pois o receptor alega que "recebeu o arquivo".
Qual transportador que ainda não teve uma fatura bloqueada
pelo cliente que alega não ter recebido todos os dados
de entregas das notas correspondentes a cobrança? Para
evitar maiores pendências, muitos transportadores chegam
a enviar o mesmo dado duas, três ou até cinco vezes
para o mesmo destinatário, só para evitar que o
receptor alegue falta de dados. Mesmo sem ter culpa, este tipo
de procedimento só eleva os custos e muitas vezes não
resolve a situação
As
chamadas VANs (empresas que intermediam o envio e recebimento
de dados) estão se proliferando por todo o País.
Os embarcadores, buscando soluções para seus problemas
internos, contratam serviços de VANs e os transportadores
são obrigados a adaptarem seus sistemas para o novo padrão
de arquivo, a usar um novo meio de comunicação e
principalmente um novo custo.
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Tecnologias
ainda não dominadas por todos são impostas a transportadores
de todos tamanhos. Um bom exemplo é o XML que nenhum tecnólogo
é contra, mas é consenso que falta domínio
sobre a linguagem. Mas para atender o cliente, fazemos investimentos
que não sabemos direito se terão retorno. O pior é
que depois de algum tempo, o próprio cliente desiste da tecnologia,
pois nem ele mesmo ainda domina, e volta ao processo trivial. |
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Apenas como exemplo
de custos, uma VAN chegou a oferecer o valor de R$ 1,20 por nota
fiscal trafegada. O processo consistia no envio de vários
arquivos, mas o custo por nota era fixo. Entretanto, o transportador
de maior presença nas operações do cliente,
recebia mensalmente cerca de 8.000 notas. Ou seja, além de
toda adaptação necessária ao novo projeto,
o transportador teria que arcar com o custo mínimo de R$
9.600,00 mensais só para abastecer o sistema administrado
pela própria VAN. Ficou claro o abuso de poder. |
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Graças
ao empenho da equipe de TI do transportador, foi provado ao cliente
que o projeto era oneroso e ineficiente. A relação
custo/benefício não era adequada para nenhum dos lados,
somente a VAN estava ganhando. Em 6 meses o projeto foi abandonado.
Exemplos como este estão no dia a dia de todos nós
do TRC. |
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A
área de segurança da carga não usa nem abusa
da integração de dados. Apenas como exemplo, vamos
analisar os casos das empresas gerenciadoras de risco. Destas também
parece nascer uma por dia. |
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Num
grupo de 20 representantes de empresas do TRC, não conseguimos
listar nenhuma gerenciadora de risco que possua integração
100% de dados com o transportador. Ou seja, para contratação
de terceiros, precisamos registrar em nossos sistemas todos os dados
dos veículos, proprietários, motoristas e outros.
Lógico e aceitável. Entretanto, para se conseguir
a liberação ou cadastro deste mesmo registro na empresa
gestora de riscos, temos que redigitar tudo novamente e aguardar
vários minutos ou horas para obter uma resposta. |
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Também
são vários os casos que um veículo já
está carregado, contrato assinado, mas como a gerenciadora
só respondeu depois de 4 horas e não aprovou o cadastro,
a transportadora terá que arcar com os custos da descarga,
estadia, diária e nova contratação de um novo
veículo e fazer todo o processo novamente. |
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Podemos
registrar também absurdos dentro do próprio TRC. Existem
problemas diversos que fazem com que transportadoras parceiras não
consigam fazer EDI entre si. Até hoje temos transportadora
que emite seus documentos e redespacha a mercadoria para outra transportadora
e esta tem que redigitar 100% dos dados do conhecimento original. |
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De um modo geral, o item confiança na
informação é algo discutível, pois é
comum a perda de tempo em análise de dados que foram simplesmente
chutados. Mas não vamos entrar em detalhes neste item, senão
sairemos do foco deste documento.
Bom,
acredito que a relação de problemas já tenha
convencido a todos sobre a necessidade de se fazer algo. Com a reativação
da COTIN - Comissão de Tecnologia da Informação
do SETCESP - temos uma oportunidade única de resolver de
vez todas as pendências acima.
Esta
comissão é formada por profissionais de T.I. responsáveis
pelos sistemas das transportadoras associadas ao SETCESP. Até
nossa última reunião contamos 30 membros, representando
grandes empresas do setor. Mas o setor não vive só
de grandes empresas, pelo contrário a maioria das transportadoras
do Brasil é de pequeno e médio porte. E entendo que
todas, independente do tamanho, podem ganhar com o projeto que estamos
lançando.
O
projeto chama-se "EDI Padrão COTIN/SETCESP" e tem
o objetivo de rever tudo aquilo que já existe no setor, aproveitar
o que é bom e orientar para o descarte daquilo que não
resolve nada e só onera as empresas. A participação
do empresariado do TRC será de extrema importância
na segunda fase do projeto que corresponderá à implantação
propriamente dita. Apesar de buscarmos o menor custo possível,
precisaremos do apoio dos empresários para ajudar a vender
a idéia do padrão, tanto internamente quanto externo
(clientes e fornecedores).
Nesta
primeira fase precisamos da força dos gerentes e responsáveis
por T.I. de todas transportadoras associadas. O trabalho já
iniciou, mas ainda há tempo para o ingresso de novos membros
na comissão. Esta é uma oportunidade para que todos
os tecnólogos do setor possam expor suas idéias, fazer
críticas e ajudar a elevar o nível de informatização
com automação para suas empresas.
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Os
trabalhos estão divididos em etapas: |
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Estudo dos padrões existentes
Definição dos melhores padrões
Implementação dos padrões escolhidos
Desenvolvimento de controles (logs)
Desenvolvimento de padrões para novos documentos
Aprovação
Implantação do padrão entre os transportadores
(redespachos)
Implantação do padrão entre os fornecedores
do TRC
Apresentação e implantação com os embarcadores
O
grupo está se preparando para dar soluções
a todos os obstáculos atuais. Mas antes de tomar qualquer
decisão fará consultas ao mercado, convidando todos
os envolvidos para exporem suas idéias. Ou seja, teremos
palestras de representantes de VANs, gerenciadores de riscos, fornecedores
em geral, para que possamos ter o melhor resultado possível.
Após as palestras faremos debates para que cada setor possa
defender suas visões.
A
COTIN também pretende ser o administrador destes padrões,
acompanhando e controlando toda e qualquer nova necessidade que
possa surgir. Se bem que nos novos formatos, teremos previsto campos
para 100% das necessidades atuais e claro alguns de reserva para
futuras implementações.
O
convite é para que os empresários se engajem nesta
idéia, apoiando-a e indicando um representante de sua empresa
para colaborar com o projeto. O convite é para o responsável
por T.I. das transportadoras associadas ao sindicato, para que ingressem
nesta comissão. Todos têm muito a ganhar. A troca de
experiência tem funcionado como uma atualização
técnica e administrativa para cada um de nós, além
de abrir oportunidades como esta.
A
próxima reunião da COTIN será no dia 24/03
a partir das 09:00 na sala 66 do SETCESP. Para se inscrever, basta
entrar em contato com o Departamento de Comissões no telefone
6632-1095, ou pelo e-mail: comissoes@setcesp.org.br.
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Anírio
Ramos de Oliveira Neto
Coordenador da Comissão de Tecnologia da Informação
(COTIN) do SETCESP |
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COTIN |
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