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VIÁRIO URBANO
Campinas espera verba para anel intermediário
 
Data.: 8/3/2010
Fonte.: Correio Popular
 
As obras complementares do Anel de Integração Engenheiro Rebouças, que fará a interligação da Avenida Prestes Maia e Marginal Piçarrão com as rodovias que circundam Campinas, estão em vias de sair do papel. O secretário municipal de Infraestrutura, Osmar Costa, disse que os recursos para as intervenções são parte dos R$ 18 milhões liberados pelo governo federal para a conclusão do Complexo Joá Penteado, que consumiu R$ 9 milhões. “O recurso restante é para as obras complementares do corredor estrutural de trânsito no entorno do túnel para dar maior fluidez ao tráfego”, afirmou.

Os recursos já estão em uma conta na Caixa Econômica Federal (CEF), mas sua liberação depende de autorização do Ministério das Cidades, o que deve ocorrer até o final da próxima semana, conforme informações do secretário de Finanças de Campinas, Paulo Mallmann. “Já pedimos à CEF que examine a segunda fase do projeto. Assim que sair o sinal verde do Ministério das Cidades e da CEF, soltamos a ordem de serviço”, disse Costa. Ele afirmou que a concorrência para a execução dos trabalhos já foi concluída e a empresa vencedora, escolhida. “A expectativa é de que até o final de abril saia a ordem de serviço”, afirmou o secretário. A obra deverá ser concluída em 12 meses.

O objetivo do anel intermediário é melhorar o trânsito e facilitar o acesso dos motoristas à região central de Campinas, com a ligação direta pelo Complexo Joá Penteado. A obra prevê a conclusão da marginal esquerda do Córrego Piçarrão, o acréscimo de uma faixa de circulação em cada sentido do viaduto da Avenida Prestes Maia e a construção de alça de acesso da mesma avenida para a Marginal do Piçarrão.

A Prestes Maia tem um fluxo de cerca de 60 mil veículos diários nos dois sentidos. A avenida é uma das principais entradas de Campinas e faz ligação com as rodovias Anhanguera e Santos Dumont. Durante o período das obras, a Secretaria Municipal de Transportes terá de buscar alternativas para garantir o tráfego no trecho. Uma possibilidade é criar um sistema reversível das faixas, similar ao utilizado no Sistema Anchieta-Imigrantes, que interliga a Capital ao Litoral Sul, nos feriados prolongados. Porém, essa medida não está confirmada.

“Depende do prazo para as obras, e da necessidade ou não de fechar uma faixa de rolamento. As medidas a serem adotadas só serão definidas depois que a Secretaria de Infraestrutura apresentar o cronograma de obras”, explicou o secretário de Transportes, Gerson Bittencourt. “Não sabemos ainda se será preciso fechar uma pista de rolamento. O sistema de reversão é uma possibilidade. Certeza só teremos quando o cronograma for fechado”, disse Bittencourt.

A obra complementar foi orçada inicialmente em R$ 8,7 milhões. “Mas, com a licitação, o preço final foi de R$ 7,6 milhões, um abatimento de R$ 1 milhão”, disse Costa.

Saiba mais - A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) fez a substituição de 16 placas de orientação de tráfego instaladas nos pórticos de acesso à cidade. O objetivo é melhorar a qualidade da informação oferecida aos motoristas que chegam a Campinas. Segundo o secretário de Transportes, Gerson Bittencourt, muitas dessas placas foram implantadas ainda no início da década de 90 e apresentam sinais de degradação. Em quatro pórticos, além de orientações de serviços estratégicos, cada destino indicado nas placas será acompanhado do número correspondente à faixa de rolamento. O investimento da Emdec foi de R$ 150 mil.

 
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