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Reajuste do diesel pode seguir sistema usado para a gasolina



12 de Setembro de 2018 - 16:38 horas / Jornal do Comércio

O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, disse nessa segunda-feira (10) que a companhia pode adotar para os reajustes do diesel o mesmo mecanismo de hedge (proteção, no jargão técnico do mercado financeiro), anunciado para a gasolina na semana passada. O objetivo é evitar um excesso de volatilidade nos reajustes do diesel, depois de 31 de dezembro, quando se encerra a política de subsídios implementada pelo governo para acabar com a greve dos caminhoneiros. Para a gasolina, o mecanismo de hedge permite que o valor do combustível permaneça sem alteração por até 15 dias.

 

"A gente vai olhar principalmente o que está acontecendo em relação a essa experiência na gasolina, e eventualmente poderia aplicar a mesma fórmula para o diesel. Ainda é muito preliminar, não há nenhuma decisão interna na companhia, mas é algo que a gente pode vir a fazer", disse Monteiro, que participou do Investor Day, evento em que são apresentadas projeções da empresa a investidores.

 

O presidente da Petrobras disse que a decisão de fazer um ajuste na política de preços dos combustíveis, com a adoção de hedge, foi tomada pelas várias áreas da empresa, sem influência do governo. A mudança, segundo Monteiro, evita que seja repassada diariamente ao preço dos combustíveis a volatilidade trazida por eventos climáticos, por exemplo.

 

"Estamos de olho na temporada de furacões, que chegaram a provocar variação de 6% a 7% no dia apenas com um produto. Pela política anterior, a volatilidade trazida por esses eventos climáticos seria repassada ao preço dos combustíveis diariamente. Pela política anterior, por exemplo, o reajuste poderia chegar até a 8%, num dia, considerando também a volatilidade do câmbio no Brasil", justificou Monteiro.

 

Melhor projeção de dívida da estatal em 2018 é de US$ 69 bilhões, afirma diretor

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Rafael Grisolia, afirmou que a melhor projeção da companhia para a sua dívida líquida ao final deste ano é de US$ 69 bilhões. Ele participou ontem de coletiva de imprensa em São Paulo.

 

O montante estimado é inferior aos US$ 85 bilhões do ano anterior. A dívida líquida da companhia vem caindo ano a ano desde 2014, quando chegou a ser de US$ 106 bilhões.

 

Já o fluxo de caixa livre, segundo apresentado pela companhia, pode atingir US$ 15 bilhões ao final deste ano, um crescimento ante os US$ 13,9 bilhões atingido no ano passado.

 

A Petrobras reiterou sua meta atingir alavancagem de 2,5 vezes o Ebitda. O indicador, segundo Grisolia, leva em conta o impacto da class action.

 

Durante a coletiva, o presidente da companhia, Ivan Monteiro, destacou que a elevação dos preços do brent tem contribuído para acelerar a trajetória de redução do endividamento da companhia. Ele afirmou que não vê uma tendência de mudança muito grande no cenário de preço do brent ao longo do segundo semestre em relação ao observado até o momento.

 

Monteiro destacou ainda que a companhia continua com as discussões sobre desinvestimentos de ativos que não foram afetados pela liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a privatização de estatais sem autorização do Congresso. Ele afirmou que a discussão sobre ativos na África segue em andamento e que a "evolução é positiva".



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