Como alertou o SETCESP, os resultados das restrições foram abaixo do esperado No fim de setembro, as medidas restritivas impostas pela prefeitura de São Paulo ao transporte rodoviário de cargas completaram três meses de vigência, e como foi veiculado em diversos órgãos de imprensa, o resultado obtido foi abaixo do esperado.
Segundo dados da secretaria Municipal de Transportes, a redução dos congestionamentos nos horários de pico ficaram em torno de 11%, na época do anúncio do pacote, o secretário Alexandre de Moraes, titular da pasta de transportes, afimou que esperava uma redução em torno de 17% a 20%.
O resultado não foi o esperado principalmente porque as empresas estão se adaptando às restrições e ao rodízio. Muitas compraram veículos menores para circularem na Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC), o que aumentou o número de veículos na região, outras contrataram autônomos para circularem nos dias em que seus caminhões estão proibidos.
O transporte rodoviário de cargas é responsável pela movimentação de 60% de tudo que se produz e consome no país, e as medidas impostas pela prefeitura de São Paulo e de outras capitais como Rio de Janeiro e Brasília, dificultam a ação das empresas e encarecem o frete, o que resulta em aumento do preço final aos consumidores.
O SETCESP defende a liberação dos Veículos Urbanos de Carga (VUCs), que representam pouco mais de 0,02% da frota da Capital paulista. Esses veículos foram desenvolvidos para circularem em grandes centros urbanos, e são indispensáveis para o abastecimento da capital.