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Meirelles diz que endividamento das empresas está caindo
22 de Março de 2017 - 02:46 horas / Exame

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse na terça-feira, 21, que o endividamento das empresas está caindo e o nível de alavancagem retomou o nível de 2007.


Segundo ele, após um período constante de crescimento da dívida, cujo pico foi atingido no segundo trimestre de 2016, as companhias passaram a dar prioridade para o pagamento de dívidas.


“Elas não estão investindo em produção, crescimento ou investimento. A boa notícia é que retomamos o nível de 2007, e isso significa que ainda estamos construindo condições para a retomada de investimentos”, afirmou, ao participar da conferência organizada pelo Council of The Americas.


Segundo ele, o processo de desalavancagem continua e deve dar condições para que as empresas voltem a investir.


Em relação ao endividamento das famílias, a trajetória de queda é a mesma, mas mais lenta, disse o ministro.


Meirelles disse que o crescimento econômico está voltando.


“A indústria já mostra sinais positivos de crescimento, e o emprego, que tende a ter defasagem, também está retomando”, afirmou.


O ministro disse que isso é resultado das reformas que o País está adotando, como a criação do teto de gastos e a proposta para a Previdência, mas ainda é preciso aprovar medidas que ajudem a fazer o País crescer a taxas mais elevadas, como nas áreas trabalhista e tributária.


Meirelles disse que o País está empenhado numa agenda de microrreformas para produzir mais e melhor, elevando a produtividade.


Segundo ele, existe uma relação direta entre esse indicador e o de renda per capita.


“Quanto mais produtivo o País, a tendência é a renda per capita ser maior”, disse.


Sobre a área de crédito, o ministro mencionou o cadastro positivo, que será invertido e vai incluir todos os brasileiros, exceto os que não quiserem integrá-lo.


Segundo ele, com essas e outras medidas, será possível ofertar crédito com taxas mais baixas.


Outras medidas que o governo pretende adotar é a redução do tempo que as empresas levam para pagar impostos das atuais 2,6 mil horas para 600 por ano.


Já o tempo para abrir uma empresa em São Paulo deve ser reduzido de 101 para três dias.


Meirelles mencionou ainda como pontos positivos a criação do site e-social e do portal único do comércio exterior, a discussão no Congresso para liberar a compra de terras por estrangeiros e as mudanças nas concessões de infraestrutura.


“A ideia é dar a dimensão da amplitude das reformas que estão sendo feitas no Brasil”, afirmou.


“Com custo de crédito menor, o País voltará a crescer. Já está voltando, mas a ideia é crescer mais. ”




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