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Dólar acima de R$ 4 e tabela do frete travam negócios com soja
03 de Setembro de 2018 - 09:03 horas / Estadão

Um dólar acima de R$ 4 é tudo o que o produtor deseja. As matérias-primas brasileiras exportáveis ficam mais competitivas no mercado externo e as receitas, em reais, são maiores.

 

Nesse patamar, o dólar eleva os custos de produção e acaba chegando ao bolso do consumidor na forma de aumento de preços e inflação.

 

“Se conseguíssemos vender a soja que vamos plantar neste ano a um dólar no valor de R$ 4, seria um bom negócio”, diz Fernando Cardore, vice-presidente da Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso).

 

O grande problema, segundo ele, é que as tradings (que compram e exportam a produção) não estão fazendo negócios futuros. Além das incertezas eleitorais, que provocam volatilidade na cotação da moeda, empresas não têm nenhuma referência de preços de fretes da soja.

 

Com isso, as vendas antecipadas de produtos da safra entre 2018 e 2019, que vinham muito bem até maio, travaram nos meses seguintes à paralisação dos caminhoneiros.

 

Na avaliação do mercado, apenas um quinto da soja que será colhida no ano que vem já está comercializada, um percentual pequeno em relação à média, segundo Cardore.

 

Para o vice-presidente da Aprosoja, o produtor que tiver chance de travar as vendas de soja e de milho com o dólar nesse patamar deverá fazê-lo.

 

Na avaliação dele, o produtor não aproveita totalmente os benefícios do dólar elevado, mas recebe o peso dessa alta nas compras externas dos insumos agrícolas.

 

A combinação de câmbio e frete é um componente de peso também para o consumidor, segundo Leandro Gilio, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

 

Se para o produtor, esse custo reduz as margens de renda, para o consumidor tem duplo efeito no preço final.

 

Gilio cita o exemplo do trigo, que o país importa. O cereal vai chegar mais caro, por causa do dólar, e custar mais em razão da elevação do frete.

 

Para José Vicente Ferraz, diretor-técnico da consultoria IEG/FNP, “historicamente a maioria das desvalorizações beneficia os produtores, desde que dentro de um patamar razoável”.

 

O excesso de oscilação, por sua vez, também leva ao descontrole nos preços, segundo Ferraz.

 

O produto brasileiro vai ficar mais competitivo no mercado externo e o país poderá elevar o volume exportado de carnes, soja, milho, café, açúcar, suco e celulose. Os preços internos vão ter de se adequar aos de exportação, afirma ele.




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