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Montadoras têm pior abril desde 2007
11 de Maio de 2015 - 07:46 horas / Diário do Grande ABC

O setor automobilístico nacional registrou o pior abril dos últimos oito anos, tanto no que se refere à produção quanto às vendas. Saíram da linha de montagem das fabricantes no País 217,1 mil veículos no mês passado, número que só supera as 212 mil unidades fabricadas no quarto mês de 2007, de acordo com dados divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).


O volume produzido pelas empresas do ramo no mês passado, incluindo automóveis, picapes, caminhões e ônibus, é 14,5% menor que em março e 21,7% inferior ao de abril de 2014. Nem em 2009, quando as indústrias brasileiras sentiam o impacto da crise financeira internacional, a queda da atividade foi tão forte – foram montadas em abril daquele ano 262 mil unidades, com o incentivo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido, que vigorou até dezembro.


O primeiro quadrimestre também foi o pior para o segmento desde 2007, quando as companhias montaram 828 mil veículos no País. De janeiro a abril, o segmento fabricou 881,7 mil unidades, o que foi 17,5% menos que no mesmo período do ano passado.


A atividade fabril caiu, mas a redução não foi suficiente para que o total estocado nos pátios das montadoras e nas concessionárias diminuísse. Isso porque as vendas também caíram ao menor patamar dos últimos oito anos. Em abril, foram licenciados 219,3 mil carros zero, 25,2% menos que no mesmo mês de 2014 e 6,6% abaixo do volume vendido em março. E, no quadrimestre, o País contabilizou 893,6 mil emplacamentos, 19% abaixo do montante comercializado nos quatro primeiros meses do ano passado. Com as vendas em baixa, o setor (incluindo fabricantes e revendas), contabilizou 367,2 mil veículos parados aguardando comprador. O volume significa 50 dias para desova, ou seja, tempo necessário para a comercialização de todo o estoque, pelo ritmo atual de vendas. Em março, havia 360,4 mil unidades, o correspondente a 46 dias (pelo ritmo de licenciamentos desse mês).


O presidente da Anfavea, Luiz Moan, relativiza, em parte, a queda do mercado, ao citar que em abril houve menos dias úteis que no mês anterior, e a média diária de vendas foi de 11.540 unidades, 8,2% maior que as 10.665 de março. “Se tivéssemos em abril mesmo número de dias úteis (foram 19, devido aos feriados), teríamos performance melhor (do volume total comercializado no mês). O trimestre (primeiro) extremamente negativo já passou”, afirma.


Ele cita ainda que, passado o início do ano ruim, a perspectiva é de melhora nos próximos meses. Para isso, o dirigente considera também que é importante a aprovação de medidas de ajuste fiscal, “para que seja possível passar tranquilidade (às empresas) e se tenha conhecimento das regras do jogo (e, assim, estimular o consumidor)”.


A Anfavea também aposta fichas no sucesso do Festival do Consorciado Contemplado, ação que teve início nesta semana e vai até 15 de junho, e foi criada para estimular a efetivação de vendas, com ofertas especiais, para os que têm cotas de consórcio já contempladas e que ainda não utilizaram suas cartas de crédito. Atualmente, estima-se que há 240 mil consorciados nessa situação e que poderiam alavancar resultados do setor.


Por causa dessas apostas, a associação mantém as projeções para o ano, de que o segmento fechará 2015 com queda de 10% nos licenciamentos. É bem menos do que a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) já projeta, de queda de 18,9% em relação aos números de 2014.


Emprego volta ao patamar de 2011


As montadoras seguem demitindo. Em abril, o setor automotivo (não incluindo, nessa conta, empresas de máquinas agrícolas) contava com 122 mil empregos. Esse é o contingente mais baixo desde fevereiro de 2011, quando a atividade reunia 119,6 mil postos de trabalho.


Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, as fabricantes seguem se ajustando ao nível fraco das vendas. Com isso, lançam mão de instrumentos como lay-off – como os que a Ford e a Volkswagen vão abrir neste mês – e PDVs (Programas de Demissão Voluntária), adotados pelas duas montadoras e também por Mercedes-Benz e General Motors.


A Ford deve colocar 200 pessoas em lay-off a partir de segunda-feira, e não 250, como o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC havia divulgado na quarta-feira. Segundo a entidade, a mudança no número ocorreu por causa da atualização no balanço de adesões ao PDV aberto pela montadora em São Bernardo até o dia 30 de abril, que atingiu 204 inscritos e não 160 como inicialmente se estimava.


Por sua vez, funcionários em lay-off na Mercedes-Benz receberam telegrama para compareceram ontem à empresa. O objetivo, segundo a companhia, era explicar a eles as condições do PDV, que se encerra dia 15 e oferece R$ 55 mil para os suspensos que aderirem.


Com base nesse cenário, a redução dos postos deve continuar nos próximos meses.


Entidade busca mercados no Exterior

 

A ampliação das exportações é uma das esperanças das indústrias automobilísticas para escoar parte da produção, no cenário atual de vendas estagnadas no mercado interno.

 

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, diz que ainda neste mês o governo federal deve lançar um plano nacional de exportações, que teria como eixos a realização de acordos comerciais com mais mercados no Exterior; a criação de condições de financiamento a embarques para outros países e um seguro garantia para os exportadores negociarem produtos lá fora. Moan destaca que a entidade já vem realizando trabalho de “caixeiro viajante”, para aprofundar relações comerciais com países da América Latina e África, por exemplo. Ele cita que, no primeiro quadrimestre, as exportações de veículos para o México já cresceram 133%; para o Peru, 34% e, para a Colômbia, 8%. O segmento ainda está com exportações (em número de veículos) 1,2% menores em relação ao mesmo período de 2014.


Ampliar vendas ao Exterior para ter fôlego, em meio ao desempenho atual no mercado interno, é uma necessidade, especialmente na área de caminhões. Os licenciamentos desses veículos zero no País registram queda de 39% no primeiro quadrimestre na comparação com igual período de 2014, e as montadoras já reduziram em 45% o volume fabricado de janeiro a abril. Segundo o vice-presidente da Anfavea, Rogério Rezende, isso decorre do fato de a economia estar parada. “O setor está em compasso de espera”, diz.




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