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Roubo de cargas: ES vai dar “receita” de situação privilegiada
18 de Agosto de 2017 - 02:42 horas / Transcares

Ações que rendem ao Estado diminuição no número de roubos de carga, mesmo diante da grave situação da Região Sudeste, serão debatidas no III Fórum de Prevenção e Combate ao Roubo de Cargas no Transporte Rodoviário de Cargas

 

Os números são alarmantes! Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, os assaltos a caminhões triplicaram de 2000 a 2016 naquele estado. Somente este ano, 24 caminhões, em média, são roubados por dia. Um total de 706 quilômetros divide o Rio do Espírito Santo. Porém, apesar da “proximidade”, o estado capixaba vive uma realidade totalmente contrária de seu vizinho. Segundo dados da Delegacia de Roubo a Cargas, entre janeiro e junho deste ano, foram 42 ocorrências deste tipo de crime – contra 58 registradas no mesmo período do ano passado.

 

E essa situação “privilegiada” do Espírito Santo, fruto de um trabalho que envolve polícia, entidades de classe e secretaria da Segurança, será um dos temas debatidos no III Fórum de Prevenção e Combate ao Roubo de Cargas no Transporte Rodoviário de Cargas. O evento será realizado na terça-feira, 22 de agosto, no Clube dos Oficiais de Vitória, das 8 às 12 horas, e trará ao Estado, além de representantes das polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Federal do Espírito Santo, o assessor de Segurança da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), coronel Paulo Roberto de Souza, e o diretor de Segurança do Sindicarga (Sindicato das Empresas do Transporte de Cargas e Logística do Rio de Janeiro), coronel Venâncio Moura, que tem sofrido na pele toda essa problemática.

 

“O roubo de cargas e sua distribuição têm feito inveja a qualquer empresário”, costuma repetir Moura, sempre que é questionado sobre o aumento no número dos casos na sua cidade.


Em suas respectivas palestras, Souza apresentará o cenário nacional do problema e elencará as medidas institucionais em voga para seu enfrentamento, e Moura mostrará o que o estado do Rio vem fazendo para conter o avanço do crime.

 

Os representantes das polícias locais também regionalizarão suas informações e diante dos números, que além de nunca terem chegado perto dos de Rio e São Paulo caíram em comparação a 2016, destacarão as ações de parceria e prevenção que, na opinião do delegado titular da Delegacia de Roubo a Cargas, Nilton Abdala Salles, são as grandes responsáveis por estarem deixando o Espírito Santo num lugar diferenciado a nível nacional.

 

“Temos, hoje, várias maneiras de conseguir sufocar o roubo de cargas. Além das operações que realizamos, nosso sistema de inteligência monitora a migração de assaltantes, existe o trabalho de integração entre polícia, secretaria de Estado de Segurança Pública, Transcares e outras entidades, que permite troca de informações, cursos de capacitação de nossos policiais, a nova legislação capixaba (Lei 10.638/2017), que dificulta o escoamento de cargas roubadas, o fato de nossas comunidades serem pequenas e dificultarem que caminhões sejam escondidos. Enfim, várias são as ações que estão surtindo o efeito desejado, ou seja, a queda nos números de casos”, enumerou Abdala, que esteve à frente de três grandes ações nos últimos meses.

 

Em operação realizada dia 26 de maio, na BR 101, ele e sua equipe prenderam o chefe de uma Organização Criminosa que roubava cargas no Espírito Santo, Weberton dos Santos. Os policiais interceptaram um ônibus que vinha do Rio e efetuaram a prisão.

 

No dia 21 de julho, em nova operação, prenderam um dos maiores receptadores de cargas roubadas do Espírito Santo, Marcio Teixeira de Souza. E quatro dias depois, o delegado comandou a prisão de um dos maiores assaltantes de cargas no Estado, Guilherme Araújo Nascimento. 

 

Apesar de tanto trabalho e do sucesso nas ações, o delegado e o superintendente do Transcares, Mario Natali, têm uma preocupação em comum: evitar a migração de crimes, principalmente os oriundos dos estados limítrofes com o Espírito Santo. Isso, portanto, justifica as atenções sempre tão voltadas para o assunto.

 

“Não é porque estamos vivendo um bom momento que podemos relaxar. Muito pelo contrário! A situação em nossos estados vizinhos está calamitosa e isso só aumenta nossa responsabilidade”, destaca Natali.




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