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Sinistralidade no desvio de cargas cai, mas ainda preocupa
29 de Junho de 2018 - 15:20 horas / Valor Econômico

Os índices de sinistralidade no roubo de cargas caíram no primeiro quadrimestre, em comparação a igual período do ano passado. Mesmo assim, o quadro continua preocupante nas regiões metropolitanas, em especial no Rio de Janeiro e em São Paulo.

 

Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), os prêmios emitidos no ramo RCF-DC (responsabilidade civil e desvio de cargas) de janeiro a abril atingiram R$ 171,5 milhões, com sinistros da ordem de R$ 100,2 milhões e índice de sinistralidade de 60%; em 2017, os números foram, respectivamente, de R$ 140,8 milhões, R$ 118,0 milhões e 83%. Parte da melhora pode ser atribuída à intervenção federal na área de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, região mais crítica do país no roubo de cargas, principalmente nos trechos da Baixada Fluminense e em bairros da zona norte da capital, próximos à avenida Brasil, como Pavuna. Segundo dados relativos aos meses de março e abril, foram registradas 2.561 ocorrências, ante 3.053 no mesmo período de 2017, queda de 16,1%.

 

 

Segundo Marcelo Rodrigues, coordenador do Instituto Comjovem, da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), há uma sensação de melhora, mas longe de ser tranquilizadora. "Os pequenos furtos caíram, também em razão das medidas preventivas dos empresários", afirma. Apesar dos números favoráveis, ainda vigora no setor a Taxa Emex (Taxa de Emergência Excepcional), cobrada pelas transportadoras nos trajetos que incluem a região metropolitana da capital fluminense. O valor é de R$ 10 por fração de 100 kg mais um percentual do valor da carga, que varia de 0,3% a 1%.

 

No ano passado, segundo dados da NTC&Logística, foram registrados 25.970 roubos de carga no país, que resultaram em um prejuízo superior a R$ 1,5 bilhão.

 

A quantidade de ocorrências representa alta de 5,8% em relação a 2016, com 24.563 casos. Segundo Tayguara Helou presidente do Sindicato do Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Setcesp), a curva crescente penalizou o setor na contratação das apólices. "Nas áreas mais críticas, as seguradoras estipularam franquias de até 40%, o que inviabiliza as operações em determinadas áreas", afirma. Rodrigues, da NTC&Logística, se queixa das exigências das seguradoras nos Planos de Gerenciamento de Riscos (PGRs). "Nas operações de carga fracionada, com vários embarcadores, as seguradoras exigem vários PGRs, o que torna complexa a formulação da apólice", diz.

 

O recrudescimento das ocorrências obrigou as seguradoras a tomar medidas preventivas. "Não excluímos cargas ou regiões, mas analisamos minuciosamente o perfil de cada operação. Algumas exigem condições especiais e prêmios mais elevados. Aparelhos celulares e eletrônicos são itens de alta visibilidade e risco", afirma José Severiano de Almeida Neto, diretor adjunto de transportes da HDI Global.

 

O executivo recomenda aos transportadores que diluam os tipos de produtos nas viagens e que não coloquem valores elevados em uma mesma carga. "O crime organizado sempre desenvolve ações para burlar as medidas de proteção", afirma.

 

A seguradora Tokio Marine conta com 10 funcionários dedicados ao gerenciamento de risco de transportes. "Reforçamos nosso conhecimento na elaboração dos PGRs", afirma Felipe Smith, diretor executivo de produtos pessoa jurídica da companhia.

 

Segundo Smith, o PGR é desenvolvido em conjunto com a transportadora, conforme os hábitos do cliente, o que inclui itinerários, tipo de mercadoria, horários e histórico dos motoristas. Comparado a 2014, diz o executivo, um PGR com o mesmo trajeto pode ter subido entre 10% e 15%. Em alguns casos, o cliente opta por aumentar a franquia e reduzir o prêmio, assumindo, na prática, coparticipação em caso de sinistro.

 

As ações preventivas mais comuns exigidas nos PGRs são as iscas com sensores em produtos eletrônicos e celulares (não podem ser usadas em medicamentos e alimentos, que necessitam de condições especiais de armazenamento), monitoramento remoto de portas e de chaves e escoltas armadas em determinadas situações.

 

No transporte de armas e munições, até mesmo a Polícia Militar pode ser acionada. Os planos de gerenciamento incluem ainda a obediência às normas da Lei do Motorista, como carga horária e período de descanso. Segundo Helou, do Setcesp, falta aplicação de medidas punitivas contra aqueles que atuam na receptação e venda de cargas roubadas. Helou defende a cassação do CNPJ, em caso de empresa, e penas mais severas contra os receptadores. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso já possuem legislações específicas.




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