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Vendas de caminhões despencam 36,9% em 12 meses com recessão e juros altos
17 de Novembro de 2015 - 05:21 horas / Estado de Minas

A maior restrição de crédito associado à diminuição de benefícios fiscais agravaram a crise nas concessionárias de caminhões. A comercialização desses veículos no estado sofreu corte de 36,92% em 12 meses. Apenas em outubro o corte foi de 57,04% no comparativo com igual período do ano passado. Além do desaquecimento da economia, as alterações nas regras do Finame mais que dobraram as taxas de juros para a compra de caminhões. Para piorar, a partir de janeiro, a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) passa de 12% para 18%. Na outra ponta da cadeia, as empresas de transporte rodoviário de cargas alegam que a forte queda foi precedida de um boom nas vendas, o que, devido ao excesso de oferta, resulta hoje em 300 mil caminhões parados em todo o país.



No período entre novembro de 2013 e outubro de 2014, foram comercializados 20.656 caminhões em Minas Gerais, segundo números do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG). Em igual intervalo encerrado em outubro, foram vendidos 13.013 unidades. Ou seja, 7.643 a menos. O corte brusco sentido pelo setor é ainda mais forte ao se analisar os últimos três meses. Entre agosto e outubro, foram negociados 2.300 veículos. No ano passado, em igual período, foram 5.112, queda de 55,01%.



O principal reflexo no corte das vendas está associado à retração da economia, diz o gerente de Vendas da concessionária Mercedes-Benz Cardiesel, Antônio Lima Gomes. Ele acrescenta que muito perto disso é considerável o impacto causado no setor pelas mudanças das regras de financiamento. No ano passado, o veículo poderia ser integralmente financiado com recursos federais com taxas de 6% ao ano.



A edição deste ano do Finame PSI limita o financiamento a 70% do valor do caminhão. No mais, os juros também foram elevados, ficando entre 9,5% e 10% ao ano. Outros 20% podem ser financiados com verba do BNDES, mas com juros de 15% ao ano. “Deram subsídios lá atrás, fomos ajudados, mas a forma de retirar o benefício foi complicada. Faltou diálogo, acabou o programa sem um aviso”, reclama Gomes.



Restrição



Além da restrição do Finame, o gerente estratégico da Deva, concessionária da marca Iveco, Wilson Júnior, afirma que os bancos impuseram severas dificuldades para a liberação de crédito, cenário semelhante ao observado no mercado de carros leves e motocicletas. “Só estão liberando financiamento para quem tem passado imaculado, não basta só ter uma boa ficha”, afirma Júnior. Números da empresa mostram queda de 53,64% nas vendas em outubro deste ano ante o mesmo mês do ano passado (1.389 em 2014 e 644 em 2015). A saída para manter as encomendas, diz ele, é buscar setores menos afetados pela crise econômica, como o agronegócio.



Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Vander Francisco da Costa, até 2013, as vendas de caminhões em todo o país estavam nas alturas por causa dos incentivos governamentais criados a partir de 2009 para impulsionar a retomada do crescimento do Brasil depois da crise internacional. Isso estimulou a entrada de pessoas que não são do segmento no mercado, como médicos, advogados e gerentes de banco, afirma Costa. “Houve venda em excesso de veículos para carga. Muita gente colocou dinheiro em caminhão com os incentivos de forma desordenada. Tanto é que tem muito caminhão parado”, afirma o presidente da Fetcemg.



Em busca de novos negócios para melhorar um pouco os números, quinta e sexta-feira a Cardiesel fez um feirão com boas ofertas de veículos antes da entrada em vigor da nova alíquota do ICMS, em janeiro. A promoção adotou a mesma estratégia das concessionárias de carros leves semanas antes do prazo para aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A mudança no imposto deve pesar ainda mais sobre as vendas do setor, projetam as concessionárias.




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