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Centro-Oeste tem deficiências de R$ 260,5 bilhões em infraestrutura de transporte
03 de Setembro de 2018 - 14:02 horas / CNT

Para solucionar os gargalos no sistema de transporte da região Centro-Oeste, a Confederação Nacional do Transporte estima que são necessários investimentos de R$ 260,5 bilhões. O valor deve ser aplicado em 292 projetos. Entre as intervenções destacadas pela Confederação, estão a Ferrovia de Integração Centro-Oeste/Ferrovia Transcontinental (GO e MT); o Sistema Hidroviário do Tocantins-Araguaia (MT); a construção do terminal hidroviário de cargas, em Nova Xavantina (MT); o Aeroporto de Campo Grande (MS); as intervenções na BR-364 (GO e MT); e a recuperação da ferrovia para operação de trem de passageiros de Brasília a Luziânia (DF e GO).

 

As informações constam do Plano CNT de Transporte e Logística, divulgado na última segunda-feira (27). O levantamento elaborado pela Confederação apresenta os mais de 2.600 projetos essenciais para a construção de um novo cenário logístico, mais amplo, moderno, integrado e eficiente. Em todo o país, são necessários investimentos de R$ 1,7 trilhão.

 

A região hidrográfica do Tocantins-Araguaia, a segunda maior do país, com área de 921.921 km² entre os estados de Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, possui trechos arenosos e rochosos. Essas características, muitas vezes, comprometem a qualidade da navegação. Por isso, a CNT defende o aproveitamento de todo o potencial do sistema e sugere investimentos de R$ 28,2 bilhões para intervenções em 1.657 km ¬– trecho que vai de Barra do Garças (MT) a São João do Araguaia (PA), além da construção das eclusas de Serra da Mesa (GO) e de Cana Brava (GO) na hidrovia do rio Tocantins.

 

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste, mais conhecida como Fico, projetada para integrar o Brasil de leste a oeste, é outra obra estruturante que não foi sequer iniciada. Ela integra o projeto da Ferrovia Transcontinental, cujo objetivo é ligar o Porto do Açu (RJ) a Boqueirão da Esperança (AC), funcionando como um corredor logístico entre os oceanos Atlântico, no Brasil, e Pacífico, no Peru. A linha ferroviária favoreceria a multimodalidade e reduziria custos do transporte de grãos e minérios exportados para diversos países mundo afora. A CNT estima que, para a construção dos trechos entre Campinorte e Aruanã (GO) e entre Cocalinho (MT) e Comodoro (MT), são necessários investimentos de R$ 16,7 bilhões.

 

“O Centro-Oeste é grande produtor de grãos, especialmente milho e soja. Por isso, precisa de uma infraestrutura robusta para transportar cargas aos principais portos do país. Muitas vezes, o setor agrícola perde competitividade dos produtos porque esbarra em uma disponibilidade insuficiente de infraestrutura de transporte. O investimento em linhas férreas, em hidrovias e em rodovias torna-se imperativo na região”, avalia Bruno Batista, diretor-executivo da CNT.




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