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Comissão da reforma trabalhista na Câmara ouve confederações patronais
08 de Março de 2017 - 04:11 horas / CNT

A comissão especial formada na Câmara dos Deputados para debater a reforma trabalhista realizará, nesta quarta-feira (8), uma audiência pública para ouvir as maiores confederações patronais sobre o tema. A CNT (Confederação Nacional do Transporte) participará do debate, marcado para começar 14h30min.  Já a audiência para ouvir as principais centrais sindicais foi na terça (7).

 

A Confederação Nacional do Transporte, que coordena e defende, no plano nacional, os interesses dos transportadores e coopera com o poder público na busca de soluções que promovam o desenvolvimento do transporte, vem acompanhando de perto as discussões em torno do tema. Em 2016, criou a CAT (Comissão de Assuntos Trabalhistas), que reúne representantes das entidades filiadas e vinculadas à Confederação. O grupo discute políticas e diretrizes de temas trabalhistas relevantes para o setor transportador.

 

“A reforma trabalhista é imprescindível, e o governo tem lançado medidas positivas. O novo Brasil pede urgência nessa agenda. Precisamos de uma legislação trabalhista que acompanhe a evolução do mercado e da sociedade. Mudanças são necessárias até mesmo para garantir a geração de empregos. O setor transportador e outros de intensa mão de obra empregam muito e sofrem mais as consequências”, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade.

 

Além da Confederação Nacional do Transporte, participarão da audiência pública a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), a CNS (Confederação Nacional da Saúde Hospitais, Estabelecimentos e Serviços), a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

 

A comissão especial para analisar a reforma trabalhista foi instalada no dia 9 de fevereiro. Ela é presidida pelo deputado Daniel Vilela (PMDB-GO) e a relatoria está a cargo do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).

 

A proposta em análise foi elaborada pelo governo federal. Ela sugere, entre outras mudanças, que acordos firmados entre patrões e empregados terão validade de lei em alguns casos, como parcelamento de férias, participação nos lucros das empresas e cumprimento de jornada limitada a 220 horas mensais. 

 

Reportagem especial sobre a reforma trabalhista

 

A primeira edição de 2017 da revista CNT Transporte Atual traz uma reportagem especial sobre a reforma trabalhista. Ela analisa os impactos da medida sobre a economia brasileira e, especialmente, sobre o setor transportador. Além disso, pontua as principais modificações por que deve passar o texto que atualmente regula as relações de trabalho no Brasil. Para ler a versão digital, clique aqui.




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