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Econorte na Lava Jato: entenda porque a operação afeta praças de pedágio
16 de Janeiro de 2019 - 05:09 horas / G1

A Econorte na Lava Jato trouxe consequências para a empresa. Em dezembro, uma decisão liminar proibiu a Econorte de cobrar pedágio em uma praça em Jacarezinho (PR). Anteriormente, a concessionária havia sido proibida de cobrar pedágio, porém em 4 de dezembro retomou a cobrança graças a uma decisão favorável à Triunfo Participações e Investimentos (TPI), que controla a Econorte.

 

No dia 10 de dezembro, a cobrança de pedágio no local foi suspensa novamente. A decisão também reduziu em 26,75% a tarifa nas demais praças da Econorte. A primeira suspensão havia sido anunciada em 23 de novembro, em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF).

 

Tudo isso é consequência do aparecimento da Econorte nas investigações da Lava Jato. Uma denúncia contra a concessionária envolve um esquema de corrupção na concessão de rodovias federais do Paraná que fazem parte do Anel de Integração, uma malha de 2,4 mil quilômetros interligando as principais cidades do estado.

 

Econorte na Lava Jato

Responsável pelas concessões, o consórcio Triunfo Econorte, segundo a denúncia, pagou propina a funcionários do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do DER-PR e da Casa Civil do governo do Paraná.

 

Como contrapartida, o consórcio recebeu aditivos desnecessários que aumentaram o valor dos contratos de construção das rodovias, assim como autorizações para aumento das tarifas de pedágio pagas pelos usuários.

 

De acordo com o MPF, a Econorte recebeu cerca de R$ 2,3 bilhões de tarifas pagas pelos usuários entre 2005 e 2015. Deste total, pelo menos R$ 63 milhões foram repassados, conforme o MPF, para empresas de fachada ou sociedades cuja prestação de serviço ou entrega de produtos não foi confirmada.

 

Uma subsidiária integral em contratos de conservação de rodovias recebeu R$ 343 milhões e R$ 110 milhões, da subsidiária integral, foram repassados a holding do grupo, segundo o MPF.

 

Um dos réus, Nelson Leal, era diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR). Outro, Carlos Nasser, era funcionário com cargo em comissão da Casa Civil, além de ser considerado o homem de confiança do governador paranaense Beto Richa.

 

Segundo o MPF, não há nenhum indicativo de participação de Richa nos fatos relacionados.




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