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O que um motorista que transporta carga perigosa precisa saber?
28 de Janeiro de 2019 - 16:54 horas / CNT

O que você faria? Você dirige um caminhão carregado de carbureto de cálcio e sofre um acidente. A carga se espalha sobre o asfalto, começa um foco de incêndio e você precisa agir rapidamente. Populares se aproximam do veículo para prestar socorro. Você vê que eles trazem baldes de água para apagar o fogo. E agora?

 

Esse exemplo fictício ajuda a entender a importância do curso para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos – muito conhecido pela sigla MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos). Entre os cursos presenciais oferecidos pelo SEST SENAT, esse é um dos campeões de procura.

 

Com a formação, o motorista ganha elementos para evitar riscos e sanar emergências. É importante que ele conheça as nove classes de produtos perigosos, assim como as cores e os símbolos relacionados. Também é indispensável o entendimento da ficha de emergência, que contém telefones úteis e instruções diversas, e dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

 

“Esse profissional saberá que o carbureto de cálcio, quando molhado, solta acetileno, que é um gás inflamável. Nesse caso, a água alimentaria o fogo. O correto seria aguardar a chegada do Corpo de Bombeiros, que usaria pó químico seco”, ensina o instrutor do SEST SENAT Tiago de Oliveira Melo, que é técnico em química e pós-graduado em Gestão de Educação e Segurança no Trânsito.

 

“Além disso, o condutor precisa ter responsabilidade, ser uma pessoa comprometida e ter a consciência de que a carga transportada pode prejudicar muitas pessoas”, lista o instrutor. Em suas turmas de MOPP, ele sempre repassa os famosos elementos de direção defensiva: conhecimento, atenção (difusa e concentrada), previsão (mediata e imediata), decisão e habilidade.

 

Para ficar mais claro, previsão mediata é aquela feita antes do surgimento de um problema. No universo das cargas perigosas, um exemplo seria: um produto da Classe 3 (combustível) é incompatível com outro da Classe 5 (oxidante). Se entrarem em contato, ocorrerá liberação de calor (reação exotérmica), ou seja, pegará fogo. Portanto, o motorista conhecedor dessas características não aceitará a proximidade desses dois produtos, pois está prevenido.

 

E se, apesar da cautela, o veículo com carga perigosa se envolver em algum acidente? “O condutor tem de manter a calma e sinalizar para as pessoas manterem a distância”, explica Tiago de Oliveira Melo. “Terá de afastar os curiosos. Infelizmente, hoje, as pessoas querem filmar tudo. Então, é preciso manter essa distância mínima e sinalizar bem o local. Não se esqueça de utilizar o EPI, que muda de produto para produto”, aconselha.

 

O curso para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos tem 50 horas de duração e precisa ser renovado a cada cinco anos. Os requisitos da matrícula são aqueles da Resolução 168, do Contran: ser maior de 21 anos; estar habilitado na categoria B, C, D ou E; não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir, cassação da CNH, pena decorrente de crime de trânsito e não estar impedido judicialmente de exercer seus direitos.




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