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12 de Fevereiro de 2014 – 01h23 horas / A Tribuna

Excesso de veículos, acidentes, caminhões quebrados ou estacionados irregularmente. São muitos os motivos que podem causar um congestionamento no Porto de Santos, mas todos podem ser identificados através das cerca de 50 câmeras instaladas ao longo do cais santista. As imagens são monitoradas por uma equipe no Centro de Controle de Operações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.As cenas captadas por outras 500 câmeras espalhadas pelas áreas portuárias também podem ser visualizadas no local.

 

O centro de controle operacional funciona no prédio do Tráfego, da Docas, no Paquetá, ao lado do Armazém 12-A, em Santos. No andar de cima, estão os servidores que atuam no posto avançado da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável por autuar terminais que causarem o caos nos acessos ao cais santista.

 

A sala de monitoramento conta com quatro televisores, que reproduzem as imagens das câmeras. Um mapa com os gates (portões) de acesso à zona portuária informa, em tempo real, a quantidade de caminhões que entram em direção aos terminais.

 

Esse sistema de vigilância é uma das grandes armas da Codesp contra os congestionamentos neste período de safra. Isto porque o equipamento faz a contagem dos caminhões que entram em cada área do Porto e informa quais são as instalações que trabalham com o máximo de sua capacidade de recepção de cargas.

 

Segundo a norma da Docas, cada terminal tem uma cota de recepção de caminhões a ser elaborada pela Codesp. Essa quantidade é definida por uma janela de tempo (período fixo e contínuo de seis horas), de acordo com a capacidade operacional da empresa e a capacidade máxima de utilização de seu estacionamento interno.

 

Tráfego intenso

No momento em que a Reportagem esteve no Centro de Controle Operacional da Codesp, um dos mapas mostrou um alerta vermelho na região da Ilha Barnabé, na Área Continental de Santos. Na tela, havia outras sete regiões portuárias indicadas – Alemoa, Saboó, Paquetá, Outeirinhos, Macuco, Ponta da Praia e Margem Esquerda (Guarujá) –, com informações sobre a quantidade de veículos que seguem para essas áreas.

 

De acordo com a Docas, todos os oito pontos contam com câmeras com sistema de reconhecimento óptico de caracteres (OCR). A mesma tecnologia foi instalada nos gates de acesso aos terminais portuários. Assim, a Autoridade Portuária tem a certeza de quantos veículos entraram em cada instalação em tempo real.

 

Imediatamente após o alerta que mostrou um volume veículos acima da média na Ilha Barnabé, os operadores verificaram as câmeras e constataram que, apesar da quantidade de acessos, não havia congestionamento de caminhões.

 

Se fosse detectado algum movimento intenso, os técnicos da Antaq seriam comunicados. De acordo com as normas da agência, em caso de congestionamento, os terminais que recebem caminhões além do estipulado pela Codesp, serão multados.

 

Receber caminhões ou carretas sem agendamento fará com que o operador portuário ou o arrendatário pague de R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo irregular. Já em caso de estacionamento ou trânsito de máquinas ou veículos nas vias de circulação do Porto, prejudicando o tráfego, as sanções podem variar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por auto.

 

Câmeras

Em Santos (Margem Direita do Porto), da Avenida Mário Covas, na Ponta da Praia, até a rotatória que dá acesso aos terminais da Avenida Engenheiro Augusto Barata (o Retão da Alemoa), foram instaladas 52 câmeras para o monitoramento do trânsito portuário. São essas imagens que são direcionadas para o Centro de Controle Operacional, onde funcionários da Codesp se revezam em turnos para fiscalizar o trânsito portuário 24 horas por dia.

 

Há outras 500 câmeras espalhadas pelo Porto. Essas imagens são analisadas por guardas portuários, que também comunicam congestionamentos ou outras ocorrências de trânsito que possam comprometer os acessos aos terminais.

 

No centro de controle, ainda são visualizados (pela internet) os equipamentos de monitoramento da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes. Com todos esses sistemas, é possível à Docas acompanhar o tráfego com destino ao Porto desde o alto da Serra do Mar até o portão do terminal marítimo, a poucos metros do armazém ou do navio que receberá a carga.


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