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Você está se preparando para a sucessão familiar?
02 de Dezembro de 2016 - 05:33 horas / NTC&Logística

O setor de transporte rodoviário de cargas é composto majoritariamente por empresas familiares. Geralmente fundadas por um motorista que ousou e deu certo, e carregam no cerne a paixão pela estrada. Isso pelo menos até a primeira ou segunda geração no comando da empresa. Pois a nova geração de gestores, que está sucedendo esses ex-motoristas, chega à empresa com uma visão diferente do negócio.


A paixão pelo caminhão ou a vivencia pelas estradas e boleias não é mais o fator determinante que motiva os jovens herdeiros a entrarem no ramo do transporte rodoviário de cargas. Não que essa paixão não exista, pois no fundo sempre existe uma ligação especial com os veículos de carga pesada. Com um alto nível de instrução e especialização, os sucessores chegam com o conhecimento técnico na gestão de empresas, enquanto os sucedidos dominam a pratica e a intuição. Claro que há quem domine ambos.


Não vou falar em gestor ideal, mas uma pessoa que domina a técnica e sabe ler as intuições do negócio será sem dúvida um gestor bem-sucedido. Entendo que na sucessão o objetivo é transmitir todo esse conhecimento prático aos jovens que estão preparados com as mais modernas vertentes e ferramentas para gestão de empresas.


Nessa transição de conhecimento e principalmente de responsabilidade, todos os envolvidos enfrentam desafios pessoais, além dos profissionais. E para a sucessão ser bem-sucedida, e acontecer sem atritos e magoas, os dois lados precisam se preparar.


Cabe aos pais transmitirem o que sabem, mas permitindo certa liberdade para que os filhos descubram o seu próprio estilo de liderança e tomada de decisões. Para isso, é preciso aceitar que o sucessor será um gestor diferente e não uma cópia idêntica ao mestre. Mudanças ocorrerão inevitavelmente, o importante também é dosar os limites da responsabilidade, para que o pupilo não fique em uma zona de conforto, agindo ciente de que ele não precisa se preocupar, já que os pais tomarão conta de tudo.


Já os filhos não podem perder a postura profissional, por mais que trabalhar com a família possa criar um ambiente mais informal. E isso vale para os benefícios e também para as inconveniências, não se pode levar opiniões divergentes ou críticas construtivas para o lado pessoal. Além disso, existe um longo caminho para conseguir a desejada voz ativa, a confiança da família. Não se pode desanimar ao primeiro “você ainda é muito novo e não entende disso”. Trabalhando com dedicação e mostrando seu valor, logo os filhos conquistarão o seu espaço naturalmente.


Então se preparem, estejam cientes dos papeis que cada um deve desempenhar, quando é hora de abrir mão ou de tomar a responsabilidade para si. Ou seja, se preparem! Hoje já existem métodos que auxiliam essa transição. Dê o melhor de si e tudo correrá bem.


Por Mariana Kamiguchi Varajão Gestora de empresa familiar no setor de Transporte Rodoviário de Cargas há 9 anos e Membro da Comjovem Vale do Paraíba.




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